19 de novembro de 2007

Encostada no Canto...


Há alturas em que sei falar comigo...que tento compreender o que vai nesta cabecita... neste coração maluco... Mas ha outras vezes em que tenho necessidade de falar com alguem real, que me diga uma resposta... que encontre soluções por mim e que ouça aquilo que tenho de mais profundo para dizer... aquilo que me inquieta e faz sonhar.

Deparo-me então... não ha ninguem que me queira ouvir. Eu olho as caras de despreocupação, as caras que teimam em dizer "epa...cala-te lá com isso...não sejas chata" e calo-me... e tento encontrar refúgio em alguém...mas que também está ausente... e encontro-me de novo no meu canto. Chorando lágrimas de solidão e indecisão... e choro porque eu não existo para aquele sonho que vem ao meu encontro todas as noites... choro silenciosamente por quem nao me quer ouvir. e continuo no meu canto... e depois há alturas em que me aptece gritar...gritar tudo o que me faz chorar e porque estou sempre sentada no canto sem uma mão que me aqueça a Alma... e tantas vezes me disponho a não deixar ninguém no seu canto... a limpar as mesmas lágrimas que eu choro.
Mas ha quem apareça...no meio da escuridão para me iluminar o caminho...

Devgarinho, conforto o meu ser solitário...fazendo as minhas próprias perguntas... secando as minhas lagrimas...

Entao alguem me pergunta finalmente como estou...mas para essa pessoa que me mandou calar com o olhar...é tarde de mais.

2 de novembro de 2007

Quem me chama...?


"Bate leve, levemente como quem chama por mim..."
Não é a chuva que bate em mim, não é o vento que se dissipa pelo corpo fora e não é a neve que me aconchega no seu frio reconfortante.

"...Quem bate, assim, levemente, com tão estranha leveza?"
Bate, desenfreadamente, escondido no seu canto...

"...Que mal se ouve, mal se sente?..."
Dá sinais de fraqueza quando se cruza o olhar. Repetidamente me faz lembrar o que o faz mover...o que o faz bater...

"...Fico olhando esses sinais..."
Que me roubam o sono... me confortam a alma... me alimentam inocentemente prazeres, sonhos perdidos, roubam o meu pensamento.

"...E uma infinita Tristeza..."
Este bater louco e desprotegido é pura paixão incompreendida... que faz bater o Coração... longe dos olhares, longe dos sentimentos alheios. Continua a bater, fraqueja nos seus momentos.

"...cai neve na Natureza, e cai no meu Coração."
Mas tudo não passa de um sonho, não ultrapassa a ilusão. Porque é aqui que ninguém me condena, ninguém me perturba.


E por todos estes sentimentos indefinidos e perguntas inquestionáveis sobre do que se trata, eu finjo não saber responder.

Porque é no infinito, que o meu Sonhar acaba. ... =)




Sobre o pequeno texto de hoje...a inspiração chegou como sempre, do nada. Por algo que move montanhas, faz colorir cada mundo. Porque nada é levado a serio, se não souber pensar sobre isso. E é nesta altura, que chega a hora, de esquecer... nada mais existe...nem vai existir... nem Tu... *