
Para hoje, decidi apresentar aqui um poema que escrevi ha cerca de um aninho... Porque para mim, qualquer poesia é intemporal. E como sempre, tenho as palavras certas que conseguem descrever qualquer estado de espirito...
Lembro-me das tardes de sol quando ria.
Os prados verdes, as flores frágeis que bailavam ao sabor do vento.
Eu construia sonhos, agradecia a presença eterna.
Lembro-me...
Todos os dias desejava que fossem tardes de Sol,
nada me atormentava e o Mundo ajudava-me a ser feliz.
E agora?
As minhas tardes de sol são tardes de inverno...
Chove, faz frio... não encontro o meu tesouro no final de um arco-iris.
Os meus sonhos são agora tão frágeis como as flores ao vento.
A vida mostrou-se outra... aprendi a viver sozinha...
Aprendi que os outros não constroem a nossa vida... ajudam a destruí-la.
Passo a passo corro pelos obstáculos que eles me põem e deixo-os abandonados...
Sei que já não preciso deles, porque a fé deles acabou.
Agora são apenas um monte de defeitos, que se alimentam mutuamente...
E eu deixei-os à beira da minha estrada.
Porque eles não acreditam... não sabem viver.
E agora atormentam os meus sonhos... outrora fizeram as minhas tardes de sol,
hoje são os culpados da minha chuva.
Não tenho coragem para os odiar... apenas tenho pena.
Mas eu segui a minha estrada e eles limitaram-se a verem-me partir. Inúteis.
Um dia quererão ter-me acompanhado...
Mas depois, eu também não acredito neles, depois volto a abandoná-los, na berma da estrada,
debaixo da chuva fria de inverno.
DaMiana B. Sousa
Lembro-me das tardes de sol quando ria.
Os prados verdes, as flores frágeis que bailavam ao sabor do vento.
Eu construia sonhos, agradecia a presença eterna.
Lembro-me...
Todos os dias desejava que fossem tardes de Sol,
nada me atormentava e o Mundo ajudava-me a ser feliz.
E agora?
As minhas tardes de sol são tardes de inverno...
Chove, faz frio... não encontro o meu tesouro no final de um arco-iris.
Os meus sonhos são agora tão frágeis como as flores ao vento.
A vida mostrou-se outra... aprendi a viver sozinha...
Aprendi que os outros não constroem a nossa vida... ajudam a destruí-la.
Passo a passo corro pelos obstáculos que eles me põem e deixo-os abandonados...
Sei que já não preciso deles, porque a fé deles acabou.
Agora são apenas um monte de defeitos, que se alimentam mutuamente...
E eu deixei-os à beira da minha estrada.
Porque eles não acreditam... não sabem viver.
E agora atormentam os meus sonhos... outrora fizeram as minhas tardes de sol,
hoje são os culpados da minha chuva.
Não tenho coragem para os odiar... apenas tenho pena.
Mas eu segui a minha estrada e eles limitaram-se a verem-me partir. Inúteis.
Um dia quererão ter-me acompanhado...
Mas depois, eu também não acredito neles, depois volto a abandoná-los, na berma da estrada,
debaixo da chuva fria de inverno.
DaMiana B. Sousa





