
Há alturas em que sei falar comigo...que tento compreender o que vai nesta cabecita... neste coração maluco... Mas ha outras vezes em que tenho necessidade de falar com alguem real, que me diga uma resposta... que encontre soluções por mim e que ouça aquilo que tenho de mais profundo para dizer... aquilo que me inquieta e faz sonhar.
Deparo-me então... não ha ninguem que me queira ouvir. Eu olho as caras de despreocupação, as caras que teimam em dizer "epa...cala-te lá com isso...não sejas chata" e calo-me... e tento encontrar refúgio em alguém...mas que também está ausente... e encontro-me de novo no meu canto. Chorando lágrimas de solidão e indecisão... e choro porque eu não existo para aquele sonho que vem ao meu encontro todas as noites... choro silenciosamente por quem nao me quer ouvir. e continuo no meu canto... e depois há alturas em que me aptece gritar...gritar tudo o que me faz chorar e porque estou sempre sentada no canto sem uma mão que me aqueça a Alma... e tantas vezes me disponho a não deixar ninguém no seu canto... a limpar as mesmas lágrimas que eu choro.
Mas ha quem apareça...no meio da escuridão para me iluminar o caminho...
Devgarinho, conforto o meu ser solitário...fazendo as minhas próprias perguntas... secando as minhas lagrimas...
Entao alguem me pergunta finalmente como estou...mas para essa pessoa que me mandou calar com o olhar...é tarde de mais.

