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Senti-me daquelas personagens saidas das comédias românticas, que há um ano atrás devorava freneticamente... Atravessei em silêncio até lá, enquanto a chuva começou de cair...desenhava cada passo e sentia a chuva a consolar-me o espírito...cada gota de chuva confundia-se com as gotas de tempestade da minha alma. O meu coração ja não cabia no peito, batia com loucura na esperança de o ver junto daquela entrada... Pensava que sonhar nao fazia mal a ninguém.
Sentia a chuva forte a escorrer-me pelos cabelos, pela minha cara, acompanhando o ritmo do meu desespero. So vi a sombra das recordações. Não hesitei em voltar para tras, com a alma seca que contrastava com o meu exterior..
Não percebo quando o mundo decide dar a sua volta.. Não consigo compreender quando deixo de conseguir controlar o que me motiva. Não encontro soluções e tenho medo do que pode acontecer. Tenho este defeito terrível de evitar conflitos, por ter receio exactamente das consequências que não serei capaz de controlar.
Tento perceber onde os alicerces da minha fraqueza querem desmoronar, para poder cimenta-los com a minha vontade de seguir em frente.
Queria perceber onde posso actuar...
A vida quando quer é cruel comigo.. nao pelo que me acontece, mas pelo que não me deixa fazer.
...Sinto-me naquele cantinho que há muito tinha abandonado, onde preciso de estar para recarregar as minhas energias, onde preciso de estar para perceber o que o Mundo quer de mim...
Entretanto, vou continuar pacientemente à espera...
