21 de junho de 2009

Lição de Português

Competição - (do Latim competitione) s.f. acto ou efeito de competir; concorrência; luta; rivalidade; antagonismo; emulação


Hipocrisia - (Gr. hypocrisia, forma poética de hipócrísis, desempenho de um papel no teatro, dissimulação) s.f. impostura, fingimento; manifestação de virtudes ou sentimentos que realmente não se tem.


Hipócrita - adj. e s.m. e f. que ou pessoa que usa de hipocrisia; desleal; falso; fingido


Inveja - (do Latim Invidia), s.f. misto de pena e de raiva; sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem; desejo de possuir aquilo que os outros possuem; ciúme; emulação; cobiça.


Invejar - v. tr. ter inveja de, cobiçar o que pertence aos outros; ver com desgosto o bem-estar de outrem.


Insecto - (do latim insectu), sm. animal invertebrado, de corpo articulado, dividido em cabeça, tórax e abdómen, provido de três pares de patas, que respira por traqueia e sofre metamorfoses; classe dos antrópodes; (fig.) pessoa desprezível, insignificante




Amigo - (do Latim amicu) s.m. o que quer bem; que tem amizade; adj. favorável, partidário; aliado; afeiçoado


Amizade - (do Latim amicitate) s.f. afeição; amor; boas recordações; laço cordial entre duas ou mais entidades; dedicação; benevolência



18 de junho de 2009

Unendlich..


Estou para terminar o curso... pelo menos tenho trabalhado nesse sentido. Aprendi muito nestes tres anos.. mais do que a nível académico, confirmei mesmo que o mundo real é uma Selva. Salve-se quem puder! ou Cada um por si! Mas esta teoria so dei mesmo conta este ano. Tenho aquele defeito que acha que as pessoas não fazem as coisas por mal e tento arranjar uma teoria ou justificação para o que fazem. Não sei se se pode chamar inocência a mais ou estupidez.
Confirmei que falta maturidade a muita gente, falta perceberem que o mundo não é sitio para alimentarem individualismos e que todos precisamos uns dos outros. Nessa parte, nunca fui orgulhosa a ponto de rejeitar ajuda de ninguém... mas isso também já vai dos valores de cada um.

Mais tarde ou mais cedo a vida da-nos tudo de volta e isso eu já aprendi. Porque será que há pessoas que não têm noção disso? Secalhar até têm, mas não acreditam nisso.

Nestas alturas de desepero tenho daquelas frases que me consolam: Deus escreve direito por linhas tortas. Deus é grande e não dorme. E também sempre confirmei esta teoria.
Estou naquela fase da frustração, de desanimo, de desilusão. Sei que posso contar comigo e só as vezes... quanto mais acreditar na amizade de muita gente..? Nas horas de aflição é que se vêm quem são eles, seja para o que for. Nem que seja para uns simples apontamentos para uma frequencia.. Porque normalmente eu preciso é de ajuda para a frequencia, não para depois. Mas ja disse Jesus um dia: Se deres um copo de água a quem tem sede é a mim que mo estás a dar... e quem diz um copo de água diz outra coisa qualquer. Até os meus pequeninos da catequese aprenderam isto tão bem. Quem é que se diz crescido com 20 e poucos anos se não tem presente valores e moral para saber viver numa sociedade? Para mim isto complementa a maturidade... não basta saber fazer uma sopa e saber conjugar as cores da roupa. Estou chateada sim...
Mas o que me irrita mais é o conceito de egocentrismo que anda presente na cabeça de muita gente e que anda continuamente a ser cultivado na nossa sociedade. Hello!! Façam o favor de não levar o conceito de Antropocentrismo demasiado à letra! Mais do que egocentrismo é hipocrisia e sinismo.. Duas coisas que eu adoro.. (ironia..) Sim, foram 3 anos maravilhosos (agora dependendo da perspectiva), momentos muito engraçados que eu pensei que se sobrepusessem à tentativa de competição. Felizmente, não é... FELIZMENTE também lidei com gente muito madura.
Há outra coisa muito engraçada hoje em dia... gostam que as pessoas tenham pena de alguma individualidade.. faz-me lembrar aqueles poetas que eu dei no tempo do liceu.. as coitas de amor.. que engraçado! Uma espécie de quadro locus horrendus (para quem não sabe, eu informo que é da época romântica... é que eu ainda tenho alguns conhecimentos de cultura geral.. porque quando eu for trabalhar, não me vão pedir resoluções de uma prova de.. sei lá.. Marketing turístico?)

Estou a ser ironicamente mazinha, pois... não é muito meu hábito.. mas isto ao fim de 3 anos, começa a afectar uma pessoa. Mas obrigado, a serio, obrigado por todas as vezes em que a ajuda foi airosamente recusada.. aprendi a desenrascar-me. Confesso que é muito bom ter a papinha feita... mas gosto quando é feita por alguem bem intencionado. Aí até da gosto passar a uma disciplina e dar o mérito a outra parte. É que com estas pessoas maduras, não vêm dizer no fim: viste, se não fosse eu não passavas. É ou não é brilhante? Depois ficamo-nos a sentir muito ignorantes. Infelizmente estas coisas acontecem.. Aliás.. parece que agora também é preciso marcar uma hora para ter ajuda dos "amigos". Ah pois é.. que isto da ãmizade é muito bonito, mas... quando toca a competir, o caso muda de figura. Amigos tudo bem, mas, eu sou melhor que tu, está bem? Pronto então. (digam lá que a ironia não é uma coisa tão bem inventada.. ironia não. Humor inteligente!)

Não sei o que ainda estará para vir..algumas pedras talvez..mas aquelas que são atiradas no meio de corte e costura.

Isto é que foi uma auto-terapia hoje... Assim evito-me de confrontos directos em que me escape alguma coisa.. asism ja está tudo dito e arrumadinho. É que eu adoro quando as pessoas pensam que me fazem passar por parva. Mas adoro mesmo. É sinal que não me conhecem e eu posso-as insultar mentalmente enquanto estão a tentar captar a minha atenção ou interesse. Ou como eu gosto de chamar, quando estão a dar o beijo de Judas. É por isso que prefiro as pessoas inteligentes às pessoas espertas...aquelas armadas em carapaus de corrida...que depois da corrida se lembram que afinal é bonito ter um grupo de amigos.


E tenho dito por hoje, a minha apreciação global da sociedade. Ist'á bonito, tá..
Tenho que ir ensaiar o meu melhor sorriso e a minha cara de interesse... Hipocrisia? Sim! Eu não gosto? Não. Mas deixem-me tentar ser hipócrita por um dia, está bem? Quero ver se também consigo chegar ao fim do dia sem um peso na consciência.

14 de junho de 2009

Memórias de uma casa

Tenho um Canário ... Tem uma cor que faz lembrar os dias quentes de Verão... e canta quase 24 horas seguidas. Enquanto ainda estou na minha cama a desfrutar do sono, ja o ouço frenético. Começa a cantar mal o Sol se levanta... Então com uma energia descomunal canta sem parar, para dar a notar que ainda está tapado, pelo paninho às bolinhas vermelhas que lhe cobre o "telhado" da gaiola.
Levanto-me vagarosamente e arrasto-me até à cozinha; e ele salta de um pauzinho para outro quando vê alguém a chegar à porta. É excomunalmente curioso o meu canário!... Tiro-lhe o pano e agora com um som mais estridente canta a sua melodia de canário. Empoleiro-o no parapeito da janela e ali passa o seu dia. Não descansa enquanto não levanta toda a gente da cama... Quase que se restringe a cantar quando houve barulho e nos nossos momentos de lazer... Basta ouvir uma torneira a correr, um saco de plástico a mexer, muitas pessoas a falar, que impõe logo a sua cantoria. E ja apanhou os meus programas preferidos porque não se cala quando os quero ver...ouvir principalmente..!

Gosta da água morna que deito quando lhe lavo a gaiola...fica muito quietinho la dentro à espera que a água chegue a ele... E gosta de olhar atentamente pela janela quando o sol se começa a pôr, a observar tudo sem fazer um "Piu".
Quando chega à noite, gosto de o tirar uns minutinhos da gaiola e dar-lhe "colinho" nas minhas mãos. Ele fica sossegado; só lhe sinto o coraçãozito a bater. De vez em quando gosto de lhe por bocadinhos de bolo (descobri que é tão guloso como eu); a minha mãe diz que qualquer dia o pássaro está diabético. Mas também come cenoura e alface, para ter uma alimentação variada..!
Com a escuridão, enrola-se numa bolinha e põe-se a dormir... mas há sempre tempo (normalmente por volta das 21h30 / 22h20) de cantar a sua última melodia, para nos embalar a todos e no seu jeito nos mandar também dormir; porque de manhã, mal nasça o Sol, vai querer voltar a cantar para nós.

25 de maio de 2009

Carried by the Wind


Ausência de escrita significou atribulação na minha vida... a máquina de lavar volta sempre a atacar... no entanto desta vez já estava programada. Estou aqui sentada, num sótão que ainda é desconhecido. Será que pertenço aqui?... Não acredito. Sinto que estou de passagem por este local sem sentido. Mudei de casa e ainda não me habituei à ideia.

Será que alguma vez vou aceitar que tenho que pertencer aqui agora? ..Não me sinto bem-vinda aqui.. sinto-me claustrofóbica neste ambiente de controlo... ainda me vem à memoria aquelas paredes brancas.. o MEU quarto. Quando é que as minhas férias aqui vao acabar?

Porque é que não me sinto aconchegada quando entro aqui? não me identifico... E sei que isto foi um trabalho de anos dos meus pais, um sonho deles e fico feliz por eles... mas eu queria tanto estar noutro sitio.

Tenho sobrevivido, tem custado, tenho-me distraido. Mas ele também vem sempre para me abraçar e dizer que vai tudo correr bem. Mas às vezes não corre, quando eles me deixam isolar neste quarto. Porque eles não percebem que me custou abdicar de tudo. Até da minha cama. Tenho saudades às vezes.. tenho saudades da minha liberdade, das coisas que eu fazia... de poder ir a casa quando me apetecia.. agora so venho dormir, porque estou longe.

É uma casa bonita, mas sinto-me sozinha aqui..porque já ninguem tem tempo para mim..porque as regras aqui são diferentes..porque eu sei que não pertenço aqui..porque aqui não há estrelas à minha espera..porque nao há montes verdes na janela do meu quarto..porque..porque sim.

Podes-me levar daqui? Quero ir para casa

26 de fevereiro de 2009

From this moment on

O meu Ano Novo começou no dia 13 de Janeiro... a minha vida recomeçou aí. Não tenho palavras. Ultrapassa a perfeição.. o sonho mais doce que se possa imaginar. Estou feliz!

Sinto-me protegida, acarinhada, amada. Sinto-me importante! Choro de alegria só de pensar que lhe pertenço. Vivemos momentos tao lindos, tao inesquecíveis, indescritíveis, maravilhosos. Não somos apenas duas pessoas que atravessam juntas o mesmo caminho da vida, somos apenas uma pessoa, com a força de duas =)

E se é isto que se chama o Paraíso na Terra, então encontrei o meu. E sabe tão bem poder dizer que te amo... completa-me ouvi-lo de ti. Fico contigo, até à eternidade.


Entretanto, continua a vida a surpreender-me, fazendo-me perceber que quando quero muito uma coisa, sou recompensada por ter lutado para o conseguir. E por isso, cá estou eu no último semestre da minha vida académica. ... e mais uma mudança ... 11 anos depois.
Não vou poder apreciar mais o pôr-do-sol por detrás daquele eucalipto, que se tingia sempre de cor-de-laranja no verão... Aqueles montes verdes onde se perdia o olhar. Eu imaginava que ia ter esta visão para sempre. Cresci nesta casa... cresci mesmo, em todos os sentidos. Os cantos do meu quarto abraçavam-me quando me encostava a eles a chorar. E o sótão aconchegou-me a mim e à minha irmã horas a fio, nas nossas brincadeiras... nem que destilassemos nas horas de calor, ficavamos perdidas por lá...e desciamos os corrimões como se fossem escorregas, quando a brincadeira era nas traseiras de casa nos entretinhamos com uma bicicleta e uma bola.
Esta casa recebeu a familia toda, todos os verões...tornava-se grande com tantas pessoas.
Foi no hall de entrada que aprendi a dançar com a mnha irmã, à frente do espelho...aprendi a cantar musicas em inglês.
Esta casa sempre me acolheu... tem segredos escondidos... testemunhou as minhas desilusões, as minhas lagrimas, os meus momentos de euforia... Estendeu-me o seu chão.
Guarda segredos... segredos que constroem a historia de amor mais bonita.
... é incomparáel o céu estrelado que podia ver do meu quarto... o nascer do sol acordava-me todas as manhãs.

Custa sempre sair do sitio onde sentimos que pertencemos.

E já sinto falta de tudo isto...


Não quero partir...

15 de janeiro de 2009

Coming back home...


Já não sei se o meu pesadelo acabou... Não sei se voltei a adormecer e quando acordei estava de novo nos teus braços.. e tudo o resto que passou era o meu pesadelo. Não sei se a minha vida voltou ao sonho que eu queria. Tenho medo.
Os dias monótonos que passaram por mim, a minha memoria teima em esquecê-los... quase que não significam nada para mim. Sinto que não aconteceu nada de mal, mas indescritivelmente alguma coisa me continua a fazer medo.
Todos os segundos desespero loucamente por um minuto contigo... e sabe tão bem sentir-te... sabe tao bem respirar da tua pele... Sabem tão bem as borboletas no estômago. Vieste para estabilizar de novo esta parte da minha vida. E não tenho palavras para descrever como é bom sentir-te abraçar-me...as tuas mãos... o teu carinho que me percorre...
Diz-me que te pertenço para além da eternidade...
E se o meu sonho se volta a desmoronar? Eu preciso tanto de ti...

Tenho medo porque tenho ainda tanta coisa à minha frente e num período de tempo tão curto, que não posso controlar... tenho ainda tanto para equilibrar. Mas tu agora estás aqui. E sinto segurança. Não me deixes. Eu dou-te tudo o que precisas... e faz-me sentir que sou tua... que vais ser sempre meu. Vamos voltar a construir os nossos sonhos.

Tenho tanto medo que não tenha nada que te faça ficar.
Gosto tanto da tua presença, de sentir que gostas de mim sem mo dizeres. Eu entrego-me a ti...tudo o que eu sou te pertence.
Garante-me que posso continuar a ser feliz sem medo. Quando estou contigo o meu mundo transforma-se... não existe mais nada.
Tenho sede de te amar.

Vai correr tudo bem, não vai?

Não desistas de nós nunca mais por favor. Fico tao sozinha...tão fragil... sinto-me despida de tudo.

Não quero ter medo.

Tu fazes-me tao feliz!!
Não me deixes mais.

Quero perder-me eternamente nos teus braços... vem proteger-me para sempre. Eu adoro-te tanto.

9 de janeiro de 2009

Life's a rollercoast

Se há quem precise de psicólogos para se sentir melhor... Então posso continuar a afirmar que a escrita para mim é a minha melhor psicóloga...! Sinto um certo alívio, um peso que já nao tenho nas costas... hummm ... secalhar voltei a evoluir. E bastou-me escrever todas as palavras que estavam entaladas.

Estou lentamente de volta...

For you I bleed myself dry


Lembras-te de quando andavamos abraçados pelas ruas, pelo Paraíso... e me dizias:"as pessoas que nos vêm devem pensar que so estamos juntos para aí ha uma semana"... mas não.. eram 3 meses já... Lembras-te de dizeres que ias ficar comigo para sempre? E eu acreditava. Eu acreditava que estava tudo completo e que não ia haver volta nenhuma na minha vida. Lembras-te de eu acreditar nas tuas palavras? E depois lembras-te quando me disseste que mentiste? Lembras-te quando me levavas para longe deste mundo? E lembras-te como eu nao parava de sorrir só porque estava nos teus braços? Lembras-te quando vieste ter comigo de proposito só para me dizeres:Amo-te.. disseste-me que finalmente tinhas descoberto. Lembras-te? E depois lembras-te de me dizeres que nunca mo devias ter dito?
Lembras-te de quando te escondia aqui em casa? E quando nos deixavamos ficar nos braços um do outro? Lembras-te de me dizeres que eu era tudo o que precisavas?
Lembras-te de nós?... Eu acreditava que isto tudo era verdade... afinal não passava mesmo de um sonho que eu tive... secalhar nada disto aconteceu... mas eu acreditava que sim. Tu fizeste-me acreditar que sim e garantiste-me que não acabava.
... Não percebo porque tenho de deixar de acreditar...
Porque é que mudaste o rumo da minha vida quando eu mais precisava de ti?
Eu tenho esta necessidade de te amar...

Eu já nao habito mais em mim e não consigo deixar isto tudo... Só precisava de alguem que chegasse ao pé de mim e me abraçasse sem eu pedir...sem me perguntar porque preciso... Queria encontrar o conforto em alguem... a segurança... que alguém me deixasse chorar no seu colo e me protegesse.
Sabes porque não posso recorrer a ti quando me apetece chorar? Porque te vou magoar. E sabes que quando me dizes que esperas que eu esteja bem, ja tou inanimada de tanto chorar...? Sabias que acordo de noite com o coração em sobressalto porque sei que não podes estar ali comigo? E nessas alturas sinto-me como nunca me senti abandonada, desprotegida... sinto-me humana. Sinto um desespero.

Morria por ti. Mas não te sei explicar isso... Se um dia morrer antes de ti, ja sabes porque foi... foi para seres feliz.

Sinto que já não pertenço a lado nenhum. Sinto que não preciso de lutar por estes sonhos que já so tenho para mim. Sinto-me uma alma que caminha pelo vazio à espera que alguma coisa aconteça.
Queria fugir mas depois caio em mim e tomo consciencia que não me consigo separar de ti.

Eu não estou bem... sinto-me a morrer por dentro. Esta dor mata-me. Todas as preocupações e responsabilidades atormentam-me... Cheguei a um ponto que não me reconheço... desabituei-me de lutar sozinha... sinto necessidade de ser protegida. Não tenho forças... Não sei como se caminha em frente. Não sei...nada...

Será que alguem me pode vir abraçar? E porque é que tu não voltas? Porque é que eu não tenho nada que te faça voltar? Porque é que não aceito isso?

... Preciso aqui de alguem.


Porque tudo isto? Não sei mais quem sou... odeio-me. Porque sou fraca, não controlo nada... enterrei-me até não ver um fiozinho de luz... Nem nos meus trabalhos sou capaz de alguma coisa.

...E sinto a tua falta... mas não é psicológico... porque se fosse não chorava, não doía, não me arrastava para o fundo... se fosse psicológico eu não sentia e passava-me despercebido.
Não é psicologico... choro por pensar no que eu partilhei contigo... e doi imaginar ...
Quero desistir... E só falta alguém me soprar para me deitar abaixo do precipicio.
Se cair la em baixo, já não me levanto... Porque a vida já me cortou as asas.

7 de janeiro de 2009

My Soulmate...

Considero a minha vida uma máquina de lavar roupa. Só anda às voltas... pára de vez em quando, quando se apercebe que desespero sem alguns dias de estabilidade..física, emocional.. quando chego ao limite da minha sanidade mental.
Nada me surpreende na minha vida, apenas me apanha desprevenida. E apanha-me sempre desprevenida nas piores alturas, nas alturas em que não estou preparada.. nas alturas em que baixei todas as armas... nas alturas em que sinto que já não preciso de ter receio do que pode vir. Apenas confio.

Tem sido um turbilhão de sentimentos, de pensamentos que me têm invadido e acaba tudo com uma pergunta: Porquê? Porquê muita coisa...?
Apenas me conformo que tudo à minha volta não passa de um grande mistério e eu não posso controlar nada, senão a minha força de vontade em seguir em frente, em lutar por aquilo em que acredito e do que não quero desistir.
E sinto também que não tenho oportunidade para provar nada, não tenho tempo para mostrar tudo o que quero. Por isso agora tenho uma ânsia tão grande de viver, que o tempo passe depressa para os momentos que mais quero, para onde não hajam mais decisões a tomar.

Os meus sonhos desmoronam-se cada vez que conquisto algum. Porquê?... Não sei.. apenas acontece. Será culpa minha? Tudo o que eu gosto muito acaba sempre por ter um fim. Gosto muito de algodão doce e quando dou conta desaparece, gosto do Verão, do Natal e quando dou conta já passaram por mim...
Gosto dele... mas já não me adianta gostar, porque acabou.
E sinto falta... Porque sinto a toda a hora os braços dele à minha volta, sinto a sua protecção e dedicação. Fecho os olhos e ele toca-me...e continuo a sentir aquelas mãos que sempre percorreram docemente o meu corpo, me confortaram, me desejaram, me apaixonaram, me fizeram querer mais daquele desejo. Sinto falta das surpresas e do romance. Sinto falta da companhia omnipresente. Sinto falta dele. Sinto falta daquele pedaço que completa o meu coração, que dá sentido à minha vida, que me dá força para enfrentar os outros obstáculos. Sinto falta dele que completa os espaços em branco da minha história de amor mais pura que pude escrever...
Tenho saudades dos momentos... em que ele me abraçava e não se cansava de repetir como eu era importante para ele, como era linda aos seus olhos... Tenho saudades de olhar para ele e ver apenas o meu namorado. Tenho saudades de acordar e pensar que ele poderia estar ali naquele momento. Tenho saudades de alimentar os meus sonhos com ele... Tenho saudades da tranquilidade e da segurança que me transmitia, da perfeição do sonho que me oferecia todos os dias. É por isso que todas as coisas boas acabam.
Não consigo descrever... os minutos que passava ao lado dele... os lugares... a diferença que fez na minha vida. Para mim, ele é "o tal", que todas as pessoas procuram encontrar um dia. Eu encontrei-o e não o quero deixar ir. Mas ele também encontrou essa pessoa e não a quer deixar ir. Mas se realmente existe uma "cara-metade" para cada um, porque é que estou sozinha? Eu posso não ser a "cara-metade" da minha "cara-metade"... é ambíguo...

Arrancaram-me o coração... e desta vez não concordo com Camões, que diz que o "amor é uma ferida que dói mas não se sente" ... mas sente-se.. é uma dor vazia... não basta chorar tudo, gritar, espernear, atirar-me para o chão, desesperar... dói na mesma.
Alivia-me saber que ele continua por perto, que está presente sem eu ter de lhe dizer que preciso muito dele. Preciso da amizade que construimos, preciso dele que sempre foi a minha força.

Fazia tudo de novo... valeu tudo a pena... encontrei o amor verdadeiro... amei livremente... fui feliz em tudo... e habituei-me à ideia que nunca mais havia alguma coisa que se metesse no meio.
E tenho saudades... Saudades de imaginar que encontrei a pessoa com quem partilharia a minha vida, a minha inocência, os meus sonhos e projectos.
E aqui volto, de novo, à outra parte do Amor que já conheço. Voltei a ser a Florbela Espanca de há 6 meses atrás: "Oh trevas ide e que cheguem os belos raios de Sol"