7 de janeiro de 2009

My Soulmate...

Considero a minha vida uma máquina de lavar roupa. Só anda às voltas... pára de vez em quando, quando se apercebe que desespero sem alguns dias de estabilidade..física, emocional.. quando chego ao limite da minha sanidade mental.
Nada me surpreende na minha vida, apenas me apanha desprevenida. E apanha-me sempre desprevenida nas piores alturas, nas alturas em que não estou preparada.. nas alturas em que baixei todas as armas... nas alturas em que sinto que já não preciso de ter receio do que pode vir. Apenas confio.

Tem sido um turbilhão de sentimentos, de pensamentos que me têm invadido e acaba tudo com uma pergunta: Porquê? Porquê muita coisa...?
Apenas me conformo que tudo à minha volta não passa de um grande mistério e eu não posso controlar nada, senão a minha força de vontade em seguir em frente, em lutar por aquilo em que acredito e do que não quero desistir.
E sinto também que não tenho oportunidade para provar nada, não tenho tempo para mostrar tudo o que quero. Por isso agora tenho uma ânsia tão grande de viver, que o tempo passe depressa para os momentos que mais quero, para onde não hajam mais decisões a tomar.

Os meus sonhos desmoronam-se cada vez que conquisto algum. Porquê?... Não sei.. apenas acontece. Será culpa minha? Tudo o que eu gosto muito acaba sempre por ter um fim. Gosto muito de algodão doce e quando dou conta desaparece, gosto do Verão, do Natal e quando dou conta já passaram por mim...
Gosto dele... mas já não me adianta gostar, porque acabou.
E sinto falta... Porque sinto a toda a hora os braços dele à minha volta, sinto a sua protecção e dedicação. Fecho os olhos e ele toca-me...e continuo a sentir aquelas mãos que sempre percorreram docemente o meu corpo, me confortaram, me desejaram, me apaixonaram, me fizeram querer mais daquele desejo. Sinto falta das surpresas e do romance. Sinto falta da companhia omnipresente. Sinto falta dele. Sinto falta daquele pedaço que completa o meu coração, que dá sentido à minha vida, que me dá força para enfrentar os outros obstáculos. Sinto falta dele que completa os espaços em branco da minha história de amor mais pura que pude escrever...
Tenho saudades dos momentos... em que ele me abraçava e não se cansava de repetir como eu era importante para ele, como era linda aos seus olhos... Tenho saudades de olhar para ele e ver apenas o meu namorado. Tenho saudades de acordar e pensar que ele poderia estar ali naquele momento. Tenho saudades de alimentar os meus sonhos com ele... Tenho saudades da tranquilidade e da segurança que me transmitia, da perfeição do sonho que me oferecia todos os dias. É por isso que todas as coisas boas acabam.
Não consigo descrever... os minutos que passava ao lado dele... os lugares... a diferença que fez na minha vida. Para mim, ele é "o tal", que todas as pessoas procuram encontrar um dia. Eu encontrei-o e não o quero deixar ir. Mas ele também encontrou essa pessoa e não a quer deixar ir. Mas se realmente existe uma "cara-metade" para cada um, porque é que estou sozinha? Eu posso não ser a "cara-metade" da minha "cara-metade"... é ambíguo...

Arrancaram-me o coração... e desta vez não concordo com Camões, que diz que o "amor é uma ferida que dói mas não se sente" ... mas sente-se.. é uma dor vazia... não basta chorar tudo, gritar, espernear, atirar-me para o chão, desesperar... dói na mesma.
Alivia-me saber que ele continua por perto, que está presente sem eu ter de lhe dizer que preciso muito dele. Preciso da amizade que construimos, preciso dele que sempre foi a minha força.

Fazia tudo de novo... valeu tudo a pena... encontrei o amor verdadeiro... amei livremente... fui feliz em tudo... e habituei-me à ideia que nunca mais havia alguma coisa que se metesse no meio.
E tenho saudades... Saudades de imaginar que encontrei a pessoa com quem partilharia a minha vida, a minha inocência, os meus sonhos e projectos.
E aqui volto, de novo, à outra parte do Amor que já conheço. Voltei a ser a Florbela Espanca de há 6 meses atrás: "Oh trevas ide e que cheguem os belos raios de Sol"

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