15 de janeiro de 2009

Coming back home...


Já não sei se o meu pesadelo acabou... Não sei se voltei a adormecer e quando acordei estava de novo nos teus braços.. e tudo o resto que passou era o meu pesadelo. Não sei se a minha vida voltou ao sonho que eu queria. Tenho medo.
Os dias monótonos que passaram por mim, a minha memoria teima em esquecê-los... quase que não significam nada para mim. Sinto que não aconteceu nada de mal, mas indescritivelmente alguma coisa me continua a fazer medo.
Todos os segundos desespero loucamente por um minuto contigo... e sabe tão bem sentir-te... sabe tao bem respirar da tua pele... Sabem tão bem as borboletas no estômago. Vieste para estabilizar de novo esta parte da minha vida. E não tenho palavras para descrever como é bom sentir-te abraçar-me...as tuas mãos... o teu carinho que me percorre...
Diz-me que te pertenço para além da eternidade...
E se o meu sonho se volta a desmoronar? Eu preciso tanto de ti...

Tenho medo porque tenho ainda tanta coisa à minha frente e num período de tempo tão curto, que não posso controlar... tenho ainda tanto para equilibrar. Mas tu agora estás aqui. E sinto segurança. Não me deixes. Eu dou-te tudo o que precisas... e faz-me sentir que sou tua... que vais ser sempre meu. Vamos voltar a construir os nossos sonhos.

Tenho tanto medo que não tenha nada que te faça ficar.
Gosto tanto da tua presença, de sentir que gostas de mim sem mo dizeres. Eu entrego-me a ti...tudo o que eu sou te pertence.
Garante-me que posso continuar a ser feliz sem medo. Quando estou contigo o meu mundo transforma-se... não existe mais nada.
Tenho sede de te amar.

Vai correr tudo bem, não vai?

Não desistas de nós nunca mais por favor. Fico tao sozinha...tão fragil... sinto-me despida de tudo.

Não quero ter medo.

Tu fazes-me tao feliz!!
Não me deixes mais.

Quero perder-me eternamente nos teus braços... vem proteger-me para sempre. Eu adoro-te tanto.

9 de janeiro de 2009

Life's a rollercoast

Se há quem precise de psicólogos para se sentir melhor... Então posso continuar a afirmar que a escrita para mim é a minha melhor psicóloga...! Sinto um certo alívio, um peso que já nao tenho nas costas... hummm ... secalhar voltei a evoluir. E bastou-me escrever todas as palavras que estavam entaladas.

Estou lentamente de volta...

For you I bleed myself dry


Lembras-te de quando andavamos abraçados pelas ruas, pelo Paraíso... e me dizias:"as pessoas que nos vêm devem pensar que so estamos juntos para aí ha uma semana"... mas não.. eram 3 meses já... Lembras-te de dizeres que ias ficar comigo para sempre? E eu acreditava. Eu acreditava que estava tudo completo e que não ia haver volta nenhuma na minha vida. Lembras-te de eu acreditar nas tuas palavras? E depois lembras-te quando me disseste que mentiste? Lembras-te quando me levavas para longe deste mundo? E lembras-te como eu nao parava de sorrir só porque estava nos teus braços? Lembras-te quando vieste ter comigo de proposito só para me dizeres:Amo-te.. disseste-me que finalmente tinhas descoberto. Lembras-te? E depois lembras-te de me dizeres que nunca mo devias ter dito?
Lembras-te de quando te escondia aqui em casa? E quando nos deixavamos ficar nos braços um do outro? Lembras-te de me dizeres que eu era tudo o que precisavas?
Lembras-te de nós?... Eu acreditava que isto tudo era verdade... afinal não passava mesmo de um sonho que eu tive... secalhar nada disto aconteceu... mas eu acreditava que sim. Tu fizeste-me acreditar que sim e garantiste-me que não acabava.
... Não percebo porque tenho de deixar de acreditar...
Porque é que mudaste o rumo da minha vida quando eu mais precisava de ti?
Eu tenho esta necessidade de te amar...

Eu já nao habito mais em mim e não consigo deixar isto tudo... Só precisava de alguem que chegasse ao pé de mim e me abraçasse sem eu pedir...sem me perguntar porque preciso... Queria encontrar o conforto em alguem... a segurança... que alguém me deixasse chorar no seu colo e me protegesse.
Sabes porque não posso recorrer a ti quando me apetece chorar? Porque te vou magoar. E sabes que quando me dizes que esperas que eu esteja bem, ja tou inanimada de tanto chorar...? Sabias que acordo de noite com o coração em sobressalto porque sei que não podes estar ali comigo? E nessas alturas sinto-me como nunca me senti abandonada, desprotegida... sinto-me humana. Sinto um desespero.

Morria por ti. Mas não te sei explicar isso... Se um dia morrer antes de ti, ja sabes porque foi... foi para seres feliz.

Sinto que já não pertenço a lado nenhum. Sinto que não preciso de lutar por estes sonhos que já so tenho para mim. Sinto-me uma alma que caminha pelo vazio à espera que alguma coisa aconteça.
Queria fugir mas depois caio em mim e tomo consciencia que não me consigo separar de ti.

Eu não estou bem... sinto-me a morrer por dentro. Esta dor mata-me. Todas as preocupações e responsabilidades atormentam-me... Cheguei a um ponto que não me reconheço... desabituei-me de lutar sozinha... sinto necessidade de ser protegida. Não tenho forças... Não sei como se caminha em frente. Não sei...nada...

Será que alguem me pode vir abraçar? E porque é que tu não voltas? Porque é que eu não tenho nada que te faça voltar? Porque é que não aceito isso?

... Preciso aqui de alguem.


Porque tudo isto? Não sei mais quem sou... odeio-me. Porque sou fraca, não controlo nada... enterrei-me até não ver um fiozinho de luz... Nem nos meus trabalhos sou capaz de alguma coisa.

...E sinto a tua falta... mas não é psicológico... porque se fosse não chorava, não doía, não me arrastava para o fundo... se fosse psicológico eu não sentia e passava-me despercebido.
Não é psicologico... choro por pensar no que eu partilhei contigo... e doi imaginar ...
Quero desistir... E só falta alguém me soprar para me deitar abaixo do precipicio.
Se cair la em baixo, já não me levanto... Porque a vida já me cortou as asas.

7 de janeiro de 2009

My Soulmate...

Considero a minha vida uma máquina de lavar roupa. Só anda às voltas... pára de vez em quando, quando se apercebe que desespero sem alguns dias de estabilidade..física, emocional.. quando chego ao limite da minha sanidade mental.
Nada me surpreende na minha vida, apenas me apanha desprevenida. E apanha-me sempre desprevenida nas piores alturas, nas alturas em que não estou preparada.. nas alturas em que baixei todas as armas... nas alturas em que sinto que já não preciso de ter receio do que pode vir. Apenas confio.

Tem sido um turbilhão de sentimentos, de pensamentos que me têm invadido e acaba tudo com uma pergunta: Porquê? Porquê muita coisa...?
Apenas me conformo que tudo à minha volta não passa de um grande mistério e eu não posso controlar nada, senão a minha força de vontade em seguir em frente, em lutar por aquilo em que acredito e do que não quero desistir.
E sinto também que não tenho oportunidade para provar nada, não tenho tempo para mostrar tudo o que quero. Por isso agora tenho uma ânsia tão grande de viver, que o tempo passe depressa para os momentos que mais quero, para onde não hajam mais decisões a tomar.

Os meus sonhos desmoronam-se cada vez que conquisto algum. Porquê?... Não sei.. apenas acontece. Será culpa minha? Tudo o que eu gosto muito acaba sempre por ter um fim. Gosto muito de algodão doce e quando dou conta desaparece, gosto do Verão, do Natal e quando dou conta já passaram por mim...
Gosto dele... mas já não me adianta gostar, porque acabou.
E sinto falta... Porque sinto a toda a hora os braços dele à minha volta, sinto a sua protecção e dedicação. Fecho os olhos e ele toca-me...e continuo a sentir aquelas mãos que sempre percorreram docemente o meu corpo, me confortaram, me desejaram, me apaixonaram, me fizeram querer mais daquele desejo. Sinto falta das surpresas e do romance. Sinto falta da companhia omnipresente. Sinto falta dele. Sinto falta daquele pedaço que completa o meu coração, que dá sentido à minha vida, que me dá força para enfrentar os outros obstáculos. Sinto falta dele que completa os espaços em branco da minha história de amor mais pura que pude escrever...
Tenho saudades dos momentos... em que ele me abraçava e não se cansava de repetir como eu era importante para ele, como era linda aos seus olhos... Tenho saudades de olhar para ele e ver apenas o meu namorado. Tenho saudades de acordar e pensar que ele poderia estar ali naquele momento. Tenho saudades de alimentar os meus sonhos com ele... Tenho saudades da tranquilidade e da segurança que me transmitia, da perfeição do sonho que me oferecia todos os dias. É por isso que todas as coisas boas acabam.
Não consigo descrever... os minutos que passava ao lado dele... os lugares... a diferença que fez na minha vida. Para mim, ele é "o tal", que todas as pessoas procuram encontrar um dia. Eu encontrei-o e não o quero deixar ir. Mas ele também encontrou essa pessoa e não a quer deixar ir. Mas se realmente existe uma "cara-metade" para cada um, porque é que estou sozinha? Eu posso não ser a "cara-metade" da minha "cara-metade"... é ambíguo...

Arrancaram-me o coração... e desta vez não concordo com Camões, que diz que o "amor é uma ferida que dói mas não se sente" ... mas sente-se.. é uma dor vazia... não basta chorar tudo, gritar, espernear, atirar-me para o chão, desesperar... dói na mesma.
Alivia-me saber que ele continua por perto, que está presente sem eu ter de lhe dizer que preciso muito dele. Preciso da amizade que construimos, preciso dele que sempre foi a minha força.

Fazia tudo de novo... valeu tudo a pena... encontrei o amor verdadeiro... amei livremente... fui feliz em tudo... e habituei-me à ideia que nunca mais havia alguma coisa que se metesse no meio.
E tenho saudades... Saudades de imaginar que encontrei a pessoa com quem partilharia a minha vida, a minha inocência, os meus sonhos e projectos.
E aqui volto, de novo, à outra parte do Amor que já conheço. Voltei a ser a Florbela Espanca de há 6 meses atrás: "Oh trevas ide e que cheguem os belos raios de Sol"