Já tive uma grande necessidade de correr sempre aqui para poder dar vida aos meus pensamentos e transformar tudo em centenas de letras que me exprimam. talvez continue a ter essa necessidade... talvez agora não precise de escrever, apenas falar com ele. Todas as mudanças estão aqui registadas neste blog que comecei por criar só porque gostava de escrever. Esta ausência de escrita prolongada fazem parte de mais um fase. Quando páro um bocadinho para pensar no que já se passou, considero, os pelo menos últimos 3 anos, em fases importantes da minha vida. E ao recordar-me consigo sentir tudo o que fui sentindo ao londo de todos estes desabafos... e em algumas partes, sinto um grande alívio por tudo o que aconteceu e melhorou. Sinto também que foram anos fantásticos, em que realmente cresci e vivi coisas únicas.
Continuo a ter alguns momentos em que tudo parece estar de pernas para o ar... momentos de adolescente :) descobri que em certas coisas, nunca as vivi na idade certa e por isso preciso de me manifestar agora... tenho constatado que as vezes é um pouco tarde para isso.
Parece que o ser humano é insatisfeito por natureza... acho que não concordo... o ser humano gosta de chegar ao limite e ver o que há para lá disso... Se chegamos ao limite, é porque já temos a força para chegar mais além... queremos tudo, muitas vezes o que pensamos que não podemos ter. Podemos ter tudo, basta dedicação, força de vontade, coragem, determinação, e porque não, algumas vezes alguma insegurança ou dúvida, para que possamos arranjar argumentos para nós próprios que nos convençam de que é avançar para além do limite, aquilo que realmente queremos. Vale tudo, o que importa é testarmos, esperimentarmos, tentarmos.
O que realmente interessa é saber que fazemos o melhor por nós próprios e não pelo que alguém espera ou quer que nos façamos. É a nossa vida que temos de viver, por muitas lágrimas, por muita insegurança, solidão ou sacrifício. Se isso é o que devemos fazer, para alcançarmos o que é melhor para nós, então é ir em frente. Se tivermos que desiludir alguém, pelo menos, que não seja a nós próprios.
Tenho procurado isto para mim e aprendi que o mais importante é ser fiel às minhas convicções, por muito que os outros achem errado... o importante mesmo é não deixar que as decisões dos outros sejam as minhas. É não deixar que o medo de desiludir alguém ou às suas expectativas, destruam aquilo em que acredito ou o que quero para mim.
Tenho caminhado devagarinho contra o medo de viver,procuro enfrentar os desafios, chegar ao limite e descobrir o que há mais além. Derramo lágrimas, sinto-me insegura, nem sempre sozinha, mas incompreendida e sacrifico tudo, só para poder viver a minha própria vida e poder dizer que testei, experimentei, tentei e lutei por aquilo que é o melhor para mim.
9 de maio de 2010
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