9 de Maio de 2010

There's no time like the present

Já tive uma grande necessidade de correr sempre aqui para poder dar vida aos meus pensamentos e transformar tudo em centenas de letras que me exprimam. talvez continue a ter essa necessidade... talvez agora não precise de escrever, apenas falar com ele. Todas as mudanças estão aqui registadas neste blog que comecei por criar só porque gostava de escrever. Esta ausência de escrita prolongada fazem parte de mais um fase. Quando páro um bocadinho para pensar no que já se passou, considero, os pelo menos últimos 3 anos, em fases importantes da minha vida. E ao recordar-me consigo sentir tudo o que fui sentindo ao londo de todos estes desabafos... e em algumas partes, sinto um grande alívio por tudo o que aconteceu e melhorou. Sinto também que foram anos fantásticos, em que realmente cresci e vivi coisas únicas.
Continuo a ter alguns momentos em que tudo parece estar de pernas para o ar... momentos de adolescente :) descobri que em certas coisas, nunca as vivi na idade certa e por isso preciso de me manifestar agora... tenho constatado que as vezes é um pouco tarde para isso.
Parece que o ser humano é insatisfeito por natureza... acho que não concordo... o ser humano gosta de chegar ao limite e ver o que há para lá disso... Se chegamos ao limite, é porque já temos a força para chegar mais além... queremos tudo, muitas vezes o que pensamos que não podemos ter. Podemos ter tudo, basta dedicação, força de vontade, coragem, determinação, e porque não, algumas vezes alguma insegurança ou dúvida, para que possamos arranjar argumentos para nós próprios que nos convençam de que é avançar para além do limite, aquilo que realmente queremos. Vale tudo, o que importa é testarmos, esperimentarmos, tentarmos.
O que realmente interessa é saber que fazemos o melhor por nós próprios e não pelo que alguém espera ou quer que nos façamos. É a nossa vida que temos de viver, por muitas lágrimas, por muita insegurança, solidão ou sacrifício. Se isso é o que devemos fazer, para alcançarmos o que é melhor para nós, então é ir em frente. Se tivermos que desiludir alguém, pelo menos, que não seja a nós próprios.
Tenho procurado isto para mim e aprendi que o mais importante é ser fiel às minhas convicções, por muito que os outros achem errado... o importante mesmo é não deixar que as decisões dos outros sejam as minhas. É não deixar que o medo de desiludir alguém ou às suas expectativas, destruam aquilo em que acredito ou o que quero para mim.
Tenho caminhado devagarinho contra o medo de viver,procuro enfrentar os desafios, chegar ao limite e descobrir o que há mais além. Derramo lágrimas, sinto-me insegura, nem sempre sozinha, mas incompreendida e sacrifico tudo, só para poder viver a minha própria vida e poder dizer que testei, experimentei, tentei e lutei por aquilo que é o melhor para mim.

21 de Junho de 2009

Lição de Português

Competição - (do Latim competitione) s.f. acto ou efeito de competir; concorrência; luta; rivalidade; antagonismo; emulação


Hipocrisia - (Gr. hypocrisia, forma poética de hipócrísis, desempenho de um papel no teatro, dissimulação) s.f. impostura, fingimento; manifestação de virtudes ou sentimentos que realmente não se tem.


Hipócrita - adj. e s.m. e f. que ou pessoa que usa de hipocrisia; desleal; falso; fingido


Inveja - (do Latim Invidia), s.f. misto de pena e de raiva; sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem; desejo de possuir aquilo que os outros possuem; ciúme; emulação; cobiça.


Invejar - v. tr. ter inveja de, cobiçar o que pertence aos outros; ver com desgosto o bem-estar de outrem.


Insecto - (do latim insectu), sm. animal invertebrado, de corpo articulado, dividido em cabeça, tórax e abdómen, provido de três pares de patas, que respira por traqueia e sofre metamorfoses; classe dos antrópodes; (fig.) pessoa desprezível, insignificante




Amigo - (do Latim amicu) s.m. o que quer bem; que tem amizade; adj. favorável, partidário; aliado; afeiçoado


Amizade - (do Latim amicitate) s.f. afeição; amor; boas recordações; laço cordial entre duas ou mais entidades; dedicação; benevolência



18 de Junho de 2009

Unendlich..


Estou para terminar o curso... pelo menos tenho trabalhado nesse sentido. Aprendi muito nestes tres anos.. mais do que a nível académico, confirmei mesmo que o mundo real é uma Selva. Salve-se quem puder! ou Cada um por si! Mas esta teoria so dei mesmo conta este ano. Tenho aquele defeito que acha que as pessoas não fazem as coisas por mal e tento arranjar uma teoria ou justificação para o que fazem. Não sei se se pode chamar inocência a mais ou estupidez.
Confirmei que falta maturidade a muita gente, falta perceberem que o mundo não é sitio para alimentarem individualismos e que todos precisamos uns dos outros. Nessa parte, nunca fui orgulhosa a ponto de rejeitar ajuda de ninguém... mas isso também já vai dos valores de cada um.

Mais tarde ou mais cedo a vida da-nos tudo de volta e isso eu já aprendi. Porque será que há pessoas que não têm noção disso? Secalhar até têm, mas não acreditam nisso.

Nestas alturas de desepero tenho daquelas frases que me consolam: Deus escreve direito por linhas tortas. Deus é grande e não dorme. E também sempre confirmei esta teoria.
Estou naquela fase da frustração, de desanimo, de desilusão. Sei que posso contar comigo e só as vezes... quanto mais acreditar na amizade de muita gente..? Nas horas de aflição é que se vêm quem são eles, seja para o que for. Nem que seja para uns simples apontamentos para uma frequencia.. Porque normalmente eu preciso é de ajuda para a frequencia, não para depois. Mas ja disse Jesus um dia: Se deres um copo de água a quem tem sede é a mim que mo estás a dar... e quem diz um copo de água diz outra coisa qualquer. Até os meus pequeninos da catequese aprenderam isto tão bem. Quem é que se diz crescido com 20 e poucos anos se não tem presente valores e moral para saber viver numa sociedade? Para mim isto complementa a maturidade... não basta saber fazer uma sopa e saber conjugar as cores da roupa. Estou chateada sim...
Mas o que me irrita mais é o conceito de egocentrismo que anda presente na cabeça de muita gente e que anda continuamente a ser cultivado na nossa sociedade. Hello!! Façam o favor de não levar o conceito de Antropocentrismo demasiado à letra! Mais do que egocentrismo é hipocrisia e sinismo.. Duas coisas que eu adoro.. (ironia..) Sim, foram 3 anos maravilhosos (agora dependendo da perspectiva), momentos muito engraçados que eu pensei que se sobrepusessem à tentativa de competição. Felizmente, não é... FELIZMENTE também lidei com gente muito madura.
Há outra coisa muito engraçada hoje em dia... gostam que as pessoas tenham pena de alguma individualidade.. faz-me lembrar aqueles poetas que eu dei no tempo do liceu.. as coitas de amor.. que engraçado! Uma espécie de quadro locus horrendus (para quem não sabe, eu informo que é da época romântica... é que eu ainda tenho alguns conhecimentos de cultura geral.. porque quando eu for trabalhar, não me vão pedir resoluções de uma prova de.. sei lá.. Marketing turístico?)

Estou a ser ironicamente mazinha, pois... não é muito meu hábito.. mas isto ao fim de 3 anos, começa a afectar uma pessoa. Mas obrigado, a serio, obrigado por todas as vezes em que a ajuda foi airosamente recusada.. aprendi a desenrascar-me. Confesso que é muito bom ter a papinha feita... mas gosto quando é feita por alguem bem intencionado. Aí até da gosto passar a uma disciplina e dar o mérito a outra parte. É que com estas pessoas maduras, não vêm dizer no fim: viste, se não fosse eu não passavas. É ou não é brilhante? Depois ficamo-nos a sentir muito ignorantes. Infelizmente estas coisas acontecem.. Aliás.. parece que agora também é preciso marcar uma hora para ter ajuda dos "amigos". Ah pois é.. que isto da ãmizade é muito bonito, mas... quando toca a competir, o caso muda de figura. Amigos tudo bem, mas, eu sou melhor que tu, está bem? Pronto então. (digam lá que a ironia não é uma coisa tão bem inventada.. ironia não. Humor inteligente!)

Não sei o que ainda estará para vir..algumas pedras talvez..mas aquelas que são atiradas no meio de corte e costura.

Isto é que foi uma auto-terapia hoje... Assim evito-me de confrontos directos em que me escape alguma coisa.. asism ja está tudo dito e arrumadinho. É que eu adoro quando as pessoas pensam que me fazem passar por parva. Mas adoro mesmo. É sinal que não me conhecem e eu posso-as insultar mentalmente enquanto estão a tentar captar a minha atenção ou interesse. Ou como eu gosto de chamar, quando estão a dar o beijo de Judas. É por isso que prefiro as pessoas inteligentes às pessoas espertas...aquelas armadas em carapaus de corrida...que depois da corrida se lembram que afinal é bonito ter um grupo de amigos.


E tenho dito por hoje, a minha apreciação global da sociedade. Ist'á bonito, tá..
Tenho que ir ensaiar o meu melhor sorriso e a minha cara de interesse... Hipocrisia? Sim! Eu não gosto? Não. Mas deixem-me tentar ser hipócrita por um dia, está bem? Quero ver se também consigo chegar ao fim do dia sem um peso na consciência.

14 de Junho de 2009

Memórias de uma casa

Tenho um Canário ... Tem uma cor que faz lembrar os dias quentes de Verão... e canta quase 24 horas seguidas. Enquanto ainda estou na minha cama a desfrutar do sono, ja o ouço frenético. Começa a cantar mal o Sol se levanta... Então com uma energia descomunal canta sem parar, para dar a notar que ainda está tapado, pelo paninho às bolinhas vermelhas que lhe cobre o "telhado" da gaiola.
Levanto-me vagarosamente e arrasto-me até à cozinha; e ele salta de um pauzinho para outro quando vê alguém a chegar à porta. É excomunalmente curioso o meu canário!... Tiro-lhe o pano e agora com um som mais estridente canta a sua melodia de canário. Empoleiro-o no parapeito da janela e ali passa o seu dia. Não descansa enquanto não levanta toda a gente da cama... Quase que se restringe a cantar quando houve barulho e nos nossos momentos de lazer... Basta ouvir uma torneira a correr, um saco de plástico a mexer, muitas pessoas a falar, que impõe logo a sua cantoria. E ja apanhou os meus programas preferidos porque não se cala quando os quero ver...ouvir principalmente..!

Gosta da água morna que deito quando lhe lavo a gaiola...fica muito quietinho la dentro à espera que a água chegue a ele... E gosta de olhar atentamente pela janela quando o sol se começa a pôr, a observar tudo sem fazer um "Piu".
Quando chega à noite, gosto de o tirar uns minutinhos da gaiola e dar-lhe "colinho" nas minhas mãos. Ele fica sossegado; só lhe sinto o coraçãozito a bater. De vez em quando gosto de lhe por bocadinhos de bolo (descobri que é tão guloso como eu); a minha mãe diz que qualquer dia o pássaro está diabético. Mas também come cenoura e alface, para ter uma alimentação variada..!
Com a escuridão, enrola-se numa bolinha e põe-se a dormir... mas há sempre tempo (normalmente por volta das 21h30 / 22h20) de cantar a sua última melodia, para nos embalar a todos e no seu jeito nos mandar também dormir; porque de manhã, mal nasça o Sol, vai querer voltar a cantar para nós.

25 de Maio de 2009

Carried by the Wind


Ausência de escrita significou atribulação na minha vida... a máquina de lavar volta sempre a atacar... no entanto desta vez já estava programada. Estou aqui sentada, num sótão que ainda é desconhecido. Será que pertenço aqui?... Não acredito. Sinto que estou de passagem por este local sem sentido. Mudei de casa e ainda não me habituei à ideia.

Será que alguma vez vou aceitar que tenho que pertencer aqui agora? ..Não me sinto bem-vinda aqui.. sinto-me claustrofóbica neste ambiente de controlo... ainda me vem à memoria aquelas paredes brancas.. o MEU quarto. Quando é que as minhas férias aqui vao acabar?

Porque é que não me sinto aconchegada quando entro aqui? não me identifico... E sei que isto foi um trabalho de anos dos meus pais, um sonho deles e fico feliz por eles... mas eu queria tanto estar noutro sitio.

Tenho sobrevivido, tem custado, tenho-me distraido. Mas ele também vem sempre para me abraçar e dizer que vai tudo correr bem. Mas às vezes não corre, quando eles me deixam isolar neste quarto. Porque eles não percebem que me custou abdicar de tudo. Até da minha cama. Tenho saudades às vezes.. tenho saudades da minha liberdade, das coisas que eu fazia... de poder ir a casa quando me apetecia.. agora so venho dormir, porque estou longe.

É uma casa bonita, mas sinto-me sozinha aqui..porque já ninguem tem tempo para mim..porque as regras aqui são diferentes..porque eu sei que não pertenço aqui..porque aqui não há estrelas à minha espera..porque nao há montes verdes na janela do meu quarto..porque..porque sim.

Podes-me levar daqui? Quero ir para casa

26 de Fevereiro de 2009

From this moment on

O meu Ano Novo começou no dia 13 de Janeiro... a minha vida recomeçou aí. Não tenho palavras. Ultrapassa a perfeição.. o sonho mais doce que se possa imaginar. Estou feliz!

Sinto-me protegida, acarinhada, amada. Sinto-me importante! Choro de alegria só de pensar que lhe pertenço. Vivemos momentos tao lindos, tao inesquecíveis, indescritíveis, maravilhosos. Não somos apenas duas pessoas que atravessam juntas o mesmo caminho da vida, somos apenas uma pessoa, com a força de duas =)

E se é isto que se chama o Paraíso na Terra, então encontrei o meu. E sabe tão bem poder dizer que te amo... completa-me ouvi-lo de ti. Fico contigo, até à eternidade.


Entretanto, continua a vida a surpreender-me, fazendo-me perceber que quando quero muito uma coisa, sou recompensada por ter lutado para o conseguir. E por isso, cá estou eu no último semestre da minha vida académica. ... e mais uma mudança ... 11 anos depois.
Não vou poder apreciar mais o pôr-do-sol por detrás daquele eucalipto, que se tingia sempre de cor-de-laranja no verão... Aqueles montes verdes onde se perdia o olhar. Eu imaginava que ia ter esta visão para sempre. Cresci nesta casa... cresci mesmo, em todos os sentidos. Os cantos do meu quarto abraçavam-me quando me encostava a eles a chorar. E o sótão aconchegou-me a mim e à minha irmã horas a fio, nas nossas brincadeiras... nem que destilassemos nas horas de calor, ficavamos perdidas por lá...e desciamos os corrimões como se fossem escorregas, quando a brincadeira era nas traseiras de casa nos entretinhamos com uma bicicleta e uma bola.
Esta casa recebeu a familia toda, todos os verões...tornava-se grande com tantas pessoas.
Foi no hall de entrada que aprendi a dançar com a mnha irmã, à frente do espelho...aprendi a cantar musicas em inglês.
Esta casa sempre me acolheu... tem segredos escondidos... testemunhou as minhas desilusões, as minhas lagrimas, os meus momentos de euforia... Estendeu-me o seu chão.
Guarda segredos... segredos que constroem a historia de amor mais bonita.
... é incomparáel o céu estrelado que podia ver do meu quarto... o nascer do sol acordava-me todas as manhãs.

Custa sempre sair do sitio onde sentimos que pertencemos.

E já sinto falta de tudo isto...


Não quero partir...

15 de Janeiro de 2009

Coming back home...


Já não sei se o meu pesadelo acabou... Não sei se voltei a adormecer e quando acordei estava de novo nos teus braços.. e tudo o resto que passou era o meu pesadelo. Não sei se a minha vida voltou ao sonho que eu queria. Tenho medo.
Os dias monótonos que passaram por mim, a minha memoria teima em esquecê-los... quase que não significam nada para mim. Sinto que não aconteceu nada de mal, mas indescritivelmente alguma coisa me continua a fazer medo.
Todos os segundos desespero loucamente por um minuto contigo... e sabe tão bem sentir-te... sabe tao bem respirar da tua pele... Sabem tão bem as borboletas no estômago. Vieste para estabilizar de novo esta parte da minha vida. E não tenho palavras para descrever como é bom sentir-te abraçar-me...as tuas mãos... o teu carinho que me percorre...
Diz-me que te pertenço para além da eternidade...
E se o meu sonho se volta a desmoronar? Eu preciso tanto de ti...

Tenho medo porque tenho ainda tanta coisa à minha frente e num período de tempo tão curto, que não posso controlar... tenho ainda tanto para equilibrar. Mas tu agora estás aqui. E sinto segurança. Não me deixes. Eu dou-te tudo o que precisas... e faz-me sentir que sou tua... que vais ser sempre meu. Vamos voltar a construir os nossos sonhos.

Tenho tanto medo que não tenha nada que te faça ficar.
Gosto tanto da tua presença, de sentir que gostas de mim sem mo dizeres. Eu entrego-me a ti...tudo o que eu sou te pertence.
Garante-me que posso continuar a ser feliz sem medo. Quando estou contigo o meu mundo transforma-se... não existe mais nada.
Tenho sede de te amar.

Vai correr tudo bem, não vai?

Não desistas de nós nunca mais por favor. Fico tao sozinha...tão fragil... sinto-me despida de tudo.

Não quero ter medo.

Tu fazes-me tao feliz!!
Não me deixes mais.

Quero perder-me eternamente nos teus braços... vem proteger-me para sempre. Eu adoro-te tanto.